Administrador judicial da Duque quer encaminhar leilão da empresa falida


O administrador judicial da massa falida da Duque S.A., Agenor Daufenbach Junior quer encaminhar a realização de leilão da empresa metalúrgica de Joinville, que faliu e já não está em operação há pelo menos dois anos. Mas o ex-controlador da atual massa falida da Duque S.A., de Joinville, Mario Hagemann, tenta impedir possível leilão da companhia. Em dezembro, o administrador judicial Agenor Daufenbach Junior encaminhou, à Justiça, avaliação de bens, feita por perito judicial, no processo de recuperação judicial.


Em 2019, os imóveis da companhia foram avaliados em R$ 67,17 milhões, além de bens imóveis pertencentes à holding no valor estimado de R$ 17 milhões. Mas, no caso de ir a leilão, é comum haver a arrematação por valor bem abaixo do indicado. O exemplo mais óbvio é da Busscar, que foi adquirida por aproximadamente 30% do valor da avaliação judicial, à época.


Daufenbach explica que usa o valor já dado em avaliação feita para economizar tempo processual e evitar a depreciação dos bens e evitar mais gastos, já que os recursos, no processo, são escassos. Os valores referentes à vigilância do patrimônio são antecipados pelo administrador judicial.


No entanto, o empresário Mario Hagemann, dirigia a Duque, pediu a impugnação ao auto de arrecadação de bens da massa falida da Metalúrgica Duque S.A e de MH Administração e Participações Ltda. Argumenta que deveria ter sido feita atualização do valor de avaliação, tendo em vista que teria havido valorização dos imóveis em 37%. Diz, ainda, que se houvesse a aplicação de IGP-M, o valor de avaliação deveria ser de R$ 71.709.493,07.


Assim, quer nova avaliação pericial para os bens da companhia e também quer uma nova avaliação de apartamento localizado na região central de Joinville.

A juíza Viviane Isabel Daniel Spock de Souza, da 6 vara cível de Joinville, decretou a falência da Duque no dia 2 de setembro de 2019. Os autos do processo são de número 0004041 -62.2014.24.0038.


A empresa, que entrou em processo de recuperação judicial em 2015, não cumpriu nada do que tinha sido acertado com credores em seu plano de recuperação proposto, e viu, na sequência, o plano ser rejeitado em assembleia de credores. A metalúrgica paralisou todas as atividades há dois anos e, portanto, não tem mais produção, nem receita.


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